Civil
Breve Histórico da Criação do Curso de Engenharia Civil-Aeronáutica

A história de criação do Curso de Engenharia Civil-Aeronáutica coincide com a história de criação da Divisão de Engenharia Civil.

Em 1952, dois anos após a implantação do ITA, o Curso de Engenharia Aeronáutica dividia-se em duas modalidades: Aeronaves e Aerovias. A modalidade Aerovias voltava-se para três áreas: operação e manutenção de aeronaves, transporte aéreo e obras de pistas de pouso.

Decorridos 12 anos, a área voltada para obras de pistas de pouso foi inserida na opção Infra-Estrutura Aeronáutica, a qual, nos 11 anos seguintes, apresentou um aprimoramento contínuo de seu currículo.

Concorreu para este aprimoramento a experiência dos engenheiros formados na especialidade de Aerovias que, a seu tempo, atuaram no projeto, na execução e na fiscalização de obras aeroportuárias ou mesmo de simples aeródromos. Era patente, entretanto, a necessidade de um maior embasamento para o cabal desempenho de alguns encargos profissionais, uma vez que os engenheiros defrontavam-se com problemas técnicos para os quais não estavam devidamente preparados.

O segundo fator responsável por várias alterações no currículo da modalidade de Aerovias foi a expansão das atividades aeronáuticas no País, que demandavam instalações aeroportuárias mais sofisticadas, exigindo o domínio de uma tecnologia específica cada vez mais apurada e recursos humanos habilitados para o seu projeto, implantação e desenvolvimento.

Ficou patente, então, a necessidade de se promover adequação curricular que acabou por mesclar matérias específicas da Engenharia Aeronáutica com outras que, por sua própria natureza, se enquadravam no âmbito da Engenharia Civil, de modo a suprir a verificada deficiência no setor e responder à nova realidade nacional.

A bem da verdade o currículo da opção de Infra-Estrutura Aeronáutica ainda não havia chegado à sua configuração ideal até 1975. Para isso seria necessária a introdução de novas matérias, bem como a supressão de outras visivelmente fora do contexto do curso, ou de menor prioridade face a outras necessidades.

Mesmo assim, já naquela época, o engenheiro da opção de Infra-Estrutura Aeronáutica se apresentava com características bem diferenciadas do engenheiro especializado no projeto de aeronaves. Contudo, ambos continuavam a receber o mesmo diploma do ITA: Engenheiro Aeronáutico, embora com prerrogativas distintas definidas pelo CONFEA.

Desse modo já se encontravam amadurecidas as condições para o passo evolutivo seguinte que se concretizou na Portaria nº 113/GM3, de 14 de novembro de 1975: a criação do Curso de Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica.

Dentre os responsáveis por essa transformação é justo destacar-se o nome do então Cel-Eng Octávio Barbosa da Silva, egresso do ITA (Turma Aerovias 64), naquela oportunidade ocupando interinamente a direção do então Centro Técnico Aeroespacial. Por toda sua perspicácia, motivação e esforço é, hoje, considerado o idealizador e o fundador deste Curso.

Em 1989 a Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica incorporou definitivamente a área de Transporte Aéreo e em 2007 teve seu nome alterado oficialmente para Engenharia Civil-Aeronáutica.


Regulamento e Regimento do ITA.

 

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